quarta-feira, 29 de maio de 2013

Altered - 1º da série Altered

{ hey, não me olhem desse jeito. Eu estava sem internet. A culpa não foi minha.}

Altered. Esse livro nunca chamou particularmente minha atenção. O que me induziu a compra-lo foram as resenhas super positivas dos blogs americanos que sigo. Foram tantos e tantos elogios que acabei sedendo.
É---- Não foi perda de tempo, mas não faria muita falta, não. 
Vocês já leram um livro bom e ruim ao mesmo tempo?        
Acredito que sim. Todo mundo já leu um livro assim em algum momento. Altered é assim... Ou devo disser ruim e bom?
Qual é o problema com esse povo? Por que é quase moda agora o ritmo dos livros ficaram oscilando de quente a frio, muito frio e congelante? Por que acham interessante personagens que sofrem uma mudança drástica de personalidade de uma hora para outra? E por que raios parecem gostar de livros com romance sintético? Sem amor. Sem razão. Sem motivo. Só atração e diversas descrições de como Sam era musculoso e de como ela queria traçar seus bíceps e blá-blá-blá
É, eu nunca jamais hei de entender as pessoas. 
Comecei pelos pontos negativos então deixem-me finaliza-los. 
Como já comentei o romance é irritante e sem fundamento. Sam não ligava para Anna. Nem um pouco. Deixou isso claro e ainda deu mais de dois foras nela. O que Anna faz? Fica babando por ele. Como um cachorrinho seguindo-o para todos os lugares. Ah, mas vocês sabem o que aconteceu? Num momento estranho, sem clima algum, eles se beijam. Que belo e estruturado romance, não? 
Segundo ponto negativo, os personagens. 
Eles eram muito previsíveis. Sam era o cara que não estava nem aí para ela e de repente a ama loucamente. Nick era o típico " cara insensível, rude e sem coração que nunca intende a pobre coitada protagonista" concordo com Nick. Ele é o que mais gostei . Cas era o típico palhaço que faz piadas para aliviar o clima não obrigada, não é meu tipo de humor. Trev o tipo " amigo super doce que enjoa que está sempre confortando a protagonista" . E como vocês perceberam não fora apenas a previsibilidade. Personagens previsíveis e cativantes é uma coisa. Personagens previsíveis e que não dá para simpatizar com nenhum, como é o caso, é outra.
E Anna. Ela por si só já é um ponto negativo ambulante. Parece que Jennifer Rush pôs em uma só pessoa todas as qualidades que detesto. Anna é chorona, sem atitude e tem medo de matar. Eu, Ana Caroline Barbosa Gama, nunca JAMAIS vou entender porque as escritoras acham bonitinho suas protagonista terem medo de matar. Nossa minha gente, isso é tão surreal. Você evitar matar a todo custo, tudo bem. Agora no meio de uma luta de vida ou morta você com uma arma em mãos não querer matar a pessoa que deseja muito te matar? Não existe. Principalmente levando em conta nossos extintos humanos. Você em perigo, sob ameaça, não pensa. Não dá para pensar em não posso matar um ser vivo porque isso é muito, muito feio. Mamãezinha não vai gostar.                                E isso tudo somado ao que já comentei de ela não ter o minimo de dignidade. É o suficiente para falar sobre sua figura--- AH! Tem só mais um coizinha. Durante o livro inteiro Anna é assim faltando três capítulos para o termino do livro ela se transforma em uma guerreira. Num passe de mágica. É só POOF é pronto. Cadê o arco do personagem? Quero acompanhar o desenvolvimento lento. Quero perceber quais coisas a levaram a ficar/agir assim. Tristeza? Mágoa? Raiva? Frustração? O que? O que raios a mudou em um segundo? 
Ok,ok. Chega de Anna Eu já comentei que é narrado em primeira pessoa? Vocês não tem noção quão árduo é ler um livro de primeira pessoa com uma personagem ruim. Vamos ao terceiro ponto. 
O ritmo. 
Me foi garantido pelas resenhas um ritmo frenético que me deixariam com vontade de espiar as páginas. O que recebo? Um lentidão devastadora + personagens irritantes = contando as páginas de capítulo em capítulo. Achando todos os detalhes do mundo mais interessantes que a história. A formiga da parede? Fascinante. A muriçoca que rodeava meus pés? Uma ameça iminente. Precisa ser eliminada agora. 
As coisas só ficaram suportáveis lá pela página 200. Com suportáveis não digo boas, apenas suportáveis mesmo. Desse momento em diante Jennifer Rush achei interessante utilizar o sistema morno, frio, muito frio e congelando citado por mim lá em cima. Ela nos dava algo interessante algum pista de algo, só para se certificar que estávamos acordados antes de voltar as intermináveis paginas de chatice. É um saco isso, me dava falsa esperanças. Me fazia crer que talvez melhorasse. 
    Sei que os pontos negativos são inúmeros, mas lembram-se que comentei que tem uma parte boa no meio da tempestade de negatividade? 
Querem ouvi-la?
Tá. Posso dizer o que quiser, mas não posso deixar de mencionar que as cenas do livro de Jennifer Rush são cinematográficas. Em especial as lutas. Sua escrita é boa. 
Os personagens podem ser previsíveis, mas não a história. Ela é repleta de bruscas reviravoltas nenhuma prevista por mim. A história --- ignorando todos os detalhes/cometários --- é boa, interessante e bem imprevista. Na verdade, acredito que tenha sido a história a minha motivação para continuar a leitura,mesmo com todos os hard-times
 E o final por si só é um ponto positivo. 
Ok, ignore a súbita mudança comportamental de Anna ignore. E então temos lutas eletrizantes, segredos, revelações e ameaças de uma vez só em... 5/4 capítulos.  Foi muito bem ver ação. Ação de verdade para variar. Ação de qualidade. E aí as coisas se fixam e temos o final. 
Esse é o problema. Os pontos negativos são tantos que não compensam os poucos positivos. Os poucos positivos revelados em sua maioria nas páginas finais. Assim não dá. Você quando compra um livro espera gostar de todas as páginas ou da maioria, não das 50 últimas. 
Eu não indicaria Altered. Não ganhei nada lendo, algo que dá para passar sem sentir falta. Apenas 50 páginas de 315 não compensa. 
Só mais um detalhe. 
Dr. Altered você terá um lugar de honra na lista dos mais decepcionantes de 2013. Me aguarde. 
Só lerei o próximo se for surpreendida por resenhas super positivas de pessoas comentando que se decepcionaram com o primeiro e amaram a segundo. Ai sim, talvez lhe de uma chance. Ah, e o nome do segundo é Erased


Eles foram feitos para esquecer. Mas eles nunca vão perdoar.Tudo sobre a vida de Anna é um segredo. Seu pai trabalha para o Branch, no comando de seu mais recente projeto: monitoramento e administração de tratamentos para os quatro rapazes geneticamente alteradas em laboratório abaixo de sua fazenda. Há Nick, solene e taciturno; Cas, alegre e brincalhão; Trev, inteligente e carinhoso, e Sam. . . que roubou o coração de Anna. Quando o Branch decide que é hora de levar os meninos, Sam planeja uma fuga. O Pai de Anna insiste para  ir com eles, fazendo Sam prometer  mantê-la longe do Poder, a qualquer custo.
Na corrida, com a advertência de seu pai em sua cabeça, Anna começa a duvidar de
tudo o que ela pensou que ela sabia sobre si mesma. Ela logo descobre que ela e Sam estão ligados em mais maneiras do que qualquer um deles esperava. E se os dois estão indo para sobreviver, eles devem juntar as pistas de seu passado antes de o Branch alcança-los. "  

P.S: sinopse da capa .   

2 comentários:

Kézia Lôbo disse...

Bueno, não me chamou a atenção, apesar da capa ser bem bonita até... Mas sei la, e depois da resenha ehuehe vai demorar pra ler um dia.

Pollyanna Baptista disse...

Eu li o livro e u realmente adorei, bem depende de cada pessoa. Cada um tem um ponto de vista diferente